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Pneumonia Comunitária em Adultos (PCA)

Autor: Rafael Aron Abitbol
- Residente de Clínica Médica do HFAG
- Professor Assistente de Imunologia da USS

Comentários: Célio de Barros Barbosa
- Ex-residente do Instituto de Tisiologia e Pneumologia da UFRJ
- Médico do Serviço de Pneumologia do HFAG

Fonte:
1) Guidelines for the Initial Management of Adults with Community-acquired Pneumonia: Diagnosis, Assessement of Severity, and Initial Antimicrobial Therapy"- American Thoracic Society (ATS) - 1993
2) I Consenso Brasileiro sobre Pneumonias"- Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tissiologia - 1997


Comentários do Dr. Célio de Barros Barbosa

As pneumonias comunitárias (PC) são a primeira causa de morte entre as doenças infecciosas. Quando atigem o grupo etário maior de 65 anos têm maiores morbidade e mortalidade, fato de importância crescente, uma vez que este grupo representa uma parcela maior da população a cada dia. Além disso, no Brasil, as PC são importantes causas de óbito em crianças menores do que 5 anos.

Com base neste dados, a profilaxia para as PCs já é recomendação da OMS nos grupos etários a partir de 65 anos, em que a vacinação para o vírus influenza e para o Streptococcus pneumoniae já demonstrou reduzir a incidência e a gravidade das PCs.

No ano de 1993, várias sociedades médicas (American Thoracic Society, Brititsh Thoracic Society e o Canadian Community-Acquired Pneumonia Consensus Conference Group) publicaram consensos sobre tratamento das PCs. No ano de 1998, a Sociedade Americana de Doenças Infecciosas novamente abordou o assunto com uma análise dos consensos que a precederam (disponível no site - http://www.idsociety.org). A Sociedade Brasileira de Tisiologia e Pneumologia também abordou o tema, tendo publicado seu consenso no Jornal de Pneumologia (Mar/Abr de 1998).

A din6amica de avaliação dos pacientes foi ponto comum nos consenso, sendo enfatizada a estratificação dos pacientes por faixa etária, existência de co-morbidades e a gravidade do paciente no momento da avaliação inicial. Estes dados objetivos permitem ao médico o direcionamento mais seguro da terapêutica, que apesar de empírica repousará sobre elementos estatísticos confiáveis.

A abordagem sistematizada das PCs torna o processo de avaliação menos sujeito a erros e personalismos. No entanto, a avaliação apesar de sistematizada deve sempre contemplar particularidades (institucionais, epidemiológicas e etc...), evitando o erro de transportarmos para a nossa, a realidade de outros países. Fato que podemos exemplificar nos reportando a tuberculose pulmonar, tão prevalente em nosso meio, e que pode se apresentar como pneumonia aguda.

Como últimas palavras, poderíamos dizer que cabe ás instiutições médicas a avaliação crítica prospectiva das rotinas adotadas, observando o impato dessas medidas e estabelecendo soluções às necessidades encontradas.

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